• Rio de Janeiro, 07/02/2026
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Elexsandro Araújo

Arte que Habita o Corpo: Objetos Performativos e o Fazer Manual na Trajetória de um Artista Visual

Arte que Habita o Corpo: Objetos Performativos e o Fazer Manual na Trajetória de um Artista Visual


Arte que Habita o Corpo: Objetos Performativos e o Fazer Manual na Trajetória de um Artista Visual

 


Entre o gesto, a presença e a criação autoral, um trabalho que transforma acessórios em linguagem artística


Artista visual e artesão, Hamsa Dasa desenvolve uma produção contínua ao longo de todo o ano, tendo os leques personalizados como eixo central de sua pesquisa e prática artística. Concebidos artesanalmente, esses objetos ultrapassam a função estética e se afirmam como extensões do corpo, do gesto e da presença, operando como elementos performativos em contextos festivos, artísticos e culturais diversos.


O processo de criação valoriza o tempo do fazer manual, o cuidado com os materiais e a construção de uma relação direta com quem encomenda ou utiliza as peças. Hamsa trabalha prioritariamente com peças únicas ou pequenas séries, preservando a singularidade de cada objeto e reforçando o caráter autoral do trabalho.


Acessórios como linguagem e presença cênica


Além dos leques, Hamsa Dasa desenvolve acessórios como tiaras, presilhas e outras peças cênicas, criadas tanto para períodos específicos de maior demanda quanto sob encomenda ao longo do ano. Esses objetos não se limitam ao aspecto decorativo: integram a construção visual e performática de quem os veste, participando ativamente da composição de imagens, gestos e narrativas corporais.


Em sua prática, os acessórios são pensados como linguagem, capazes de ativar experiências sensoriais e de expressão identitária, especialmente em ambientes de rua, celebração e encontro coletivo.


Artes visuais: corpo, experiência e resistência


Paralelamente à produção artesanal, Hamsa Dasa atua no campo das artes visuais, desenvolvendo quadros e outras obras que atravessam temas como corpo, experiência sensível, cotidiano e resistência. Essas diferentes linguagens, o objeto, o acessório e a obra visual, se articulam e se retroalimentam, compondo um processo criativo integrado e em constante diálogo.


Criar como escuta e permanência


A trajetória de Hamsa é atravessada por desafios pessoais de saúde, como a fibromialgia, que influenciam seus ritmos e modos de produção, sem definir ou limitar sua atuação. Nesse contexto, a criação se estabelece também como um espaço de escuta do corpo, adaptação e permanência, reafirmando o fazer artístico como prática possível e contínua.

Autonomia, proximidade e artesanato contemporâneo


Atuando de forma independente, Hamsa Dasa mantém uma relação próxima com seu público e clientes, apostando em processos personalizados e na valorização do artesanato e da arte manual como práticas vivas, contemporâneas e culturalmente relevantes.


Seu trabalho reafirma a potência do feito à mão, da presença e da autoria, propondo objetos que carregam gesto, tempo e identidade, e que seguem habitando o corpo como extensão da própria arte.




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