• Rio de Janeiro, 21/10/2026
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Pensar no futuro começa cedo e faz parte da formação para a vida

Nos Colégios Marista Padre Eustáquio e Dom Silvério, proposta desenvolvida a partir do 6º ano estimula autoconhecimento, autonomia e reflexão sobre escolhas


Pensar no futuro começa cedo e faz parte da formação para a vida

Quando adolescentes são convidados a pensar sobre a própria vida no futuro, temas como trabalho, família, realização e dinheiro aparecem entre as principais preocupações. É o que mostra uma pesquisa realizada com 1.762 estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e privadas de cinco estados brasileiros, publicada em 2025 na Revista Diálogo Educacional. 

O estudo reforça a importância de criar, no ambiente escolar, espaços para que os jovens reflitam sobre suas escolhas e possibilidades.  No Marista, esse olhar começa antes, a partir do 6º ano, os estudantes dos colégios Maristas Padre Eustáquio e Dom Silvério participam do Projeto de Vida, uma proposta que estimula o autoconhecimento, a identificação de habilidades e interesses e a construção de objetivos para diferentes momentos da trajetória.

Mais do que falar sobre profissão, a iniciativa busca preparar os adolescentes para a vida. As atividades criam oportunidades para que eles reflitam sobre quem são, o que valorizam, quais caminhos desejam seguir e como podem tomar decisões diante das mudanças e desafios que surgem ao longo dos anos. Para Raissa Alves Araújo, professora do Colégio Marista Padre Eustáquio, começar esse trabalho ainda no Ensino Fundamental permite que os adolescentes tenham tempo para desenvolver esse olhar sobre si mesmos. “Quando falamos em Projeto de Vida, não estamos falando apenas sobre a profissão que o estudante vai escolher. É um processo de autoconhecimento, de identificação das próprias habilidades e de reflexão sobre aquilo que faz sentido para cada um. Quanto antes ele começa a fazer essas perguntas, mais possibilidades tem de construir suas escolhas de forma consciente”, afirma.

No Colégio Marista Dom Silvério, a proposta segue a perspectiva de formação integral. Para Paulo Cesar Souza Tavares, professor da instituição, o papel da escola é oferecer ferramentas para que o jovem participe ativamente das decisões sobre sua trajetória.“Preparar para a vida é ajudar o estudante a entender que ele pode fazer escolhas, estabelecer objetivos e, quando necessário, mudar de caminho. A escola oferece conhecimento, mas também precisa criar espaços para que o jovem reflita sobre como esse conhecimento se relaciona com a vida que deseja construir”, explica.

A abordagem considera que planos podem mudar e que não existe uma única trajetória possível. Por isso, ao longo do processo, os estudantes são estimulados a estabelecer metas, avaliar possibilidades, reconhecer desafios e desenvolver autonomia para lidar com diferentes situações. Essa perspectiva amplia o papel da escola para além da preparação acadêmica, uma revisão de estudos publicada pela Universidade de Taubaté, em 2026 sobre o tema relaciona o trabalho com Projeto de Vida a aspectos como autoconhecimento, autonomia, continuidade dos estudos, participação social e formação integral.

No Marista, essa formação está integrada à proposta pedagógica e acompanha o estudante em uma etapa importante de seu desenvolvimento. A intenção é que ele não apenas pense sobre o que deseja fazer no futuro, mas desenvolva recursos para fazer escolhas, lidar com mudanças e construir caminhos possíveis ao longo da vida. 

 




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