• Rio de Janeiro, 07/02/2026
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O espetáculo da cultura cinco anos após o fim da pandemia


O espetáculo da cultura cinco anos após o fim da pandemia

Cinco anos depois do fim da pandemia de Covid-19, o Rio de Janeiro se reafirma, com ainda mais brilho, como a capital cultural do Brasil. A cidade que um dia teve seus palcos silenciosos, teatros fechados e ruas vazias, hoje volta a pulsar com intensidade criativa e afetiva. Passada a fase mais crítica da crise sanitária, o que se vê é uma população faminta por arte, encontros e pertencimento. Os espaços culturais não apenas reabriram: eles se reinventaram, se tornaram mais plurais, mais acessíveis e profundamente conectados com os dilemas e os desejos do tempo presente.

Junho de 2025 foi um reflexo claro desse novo momento. Com uma agenda diversificada e intensa, o Rio viveu um dos meses mais expressivos da cena artística da última década. Foram shows esgotados, festivais democráticos, lançamentos literários marcantes, festas populares vibrantes e ocupações criativas que conectaram diferentes territórios da cidade. Uma verdadeira celebração do que é possível construir quando cultura e público se reencontram com paixão e propósito.

A Bienal do Livro celebra o Rio como Capital Mundial da Leitura

A Bienal do Livro Rio voltou a ocupar o Riocentro entre 13 e 22 de junho, justamente no ano em que o Rio de Janeiro recebeu da Unesco o título de Capital Mundial do Livro. A chancela internacional deu novo fôlego ao encontro literário, fazendo dele um símbolo da retomada cultural carioca cinco anos após a pandemia.

A Bienal do Livro Rio 2025 teve números expressivos que reforçam seu protagonismo no cenário cultural brasileiro: um aumento de 23% no público e nas vendas, com 740 mil visitantes circulando pelos pavilhões do Riocentro e 6,8 milhões de livros vendidos ao longo dos dez dias de evento. A programação foi extensa e diversa, reunindo autores consagrados, editoras nacionais e internacionais, além de um foco especial nas infâncias e juventudes, com atrações que misturaram literatura, tecnologia e imaginação. 

Corredores lotados, sessões de autógrafos disputadas e lançamentos acontecendo simultaneamente em diferentes estandes confirmaram: o livro segue sendo um poderoso ponto de encontro entre ideias, gerações e futuros possíveis.

“Voltar à Bienal depois de tudo que passamos foi emocionante. Trouxe meus dois filhos e ver eles se encantando com os livros me deu esperança no futuro.”
Camila Dantas, 37 anos, professora de história

“Sou escritor independente e vim pra me atualizar, encontrar gente e me abastecer de ideias. A energia estava incrível, e o público, muito receptivo. A cultura no Brasil resiste!”
Lucas Nogueira, 29 anos, autor de ficção científica

A pluralidade de vozes — de autores indígenas à literatura negra, passando por pautas LGBTQIAPN+ — foi a marca registrada desta edição histórica, traduzindo a diversidade de um Rio que se reergue e se reinventa através da leitura.


Shows para todos os corações: Sorriso Maroto e Roupa Nova emociona plateias

Dois grandes shows, realizados em dias consecutivos, ajudaram a consolidar junho como o mês da retomada afetiva da música ao vivo no Rio de Janeiro. O portal Breaking Hoje acompanhou de perto os espetáculos de Sorriso Maroto, no dia 12, e Roupa Nova, no dia 13, que mobilizaram fãs de diferentes gerações e mostraram que a relação do público com a música está mais viva do que nunca.

12 de junho: Sorriso Maroto e o amor em cena

No Dia dos Namorados, o grupo Sorriso Maroto transformou o Espaço Hall, na Zona Oeste, em um verdadeiro baile de emoções. Com um repertório recheado de clássicos como "Sinais", "Me Espera" e "Primeira Namorada", o show foi marcado por abraços apertados, lágrimas discretas e muitos beijos apaixonados.

Casais celebrando o amor, famílias vibrando juntas e amigos que atravessaram a cidade para reviver hits que marcaram a juventude criaram um ambiente de pura conexão.

“Foi nosso presente de Dia dos Namorados. Cada música tinha um pedaço da nossa história.”
— Tainá e Rodrigo, juntos há 6 anos, emocionados após o bis de “Sinais”

13 de junho: Roupa Nova e a volta da nostalgia ao palco

Na noite seguinte, a emoção tomou conta do público no Farmasi Arena (antiga Jeunesse Arena), com o show da banda Roupa Nova, referência absoluta da música romântica nacional. A apresentação foi um mergulho na memória afetiva de milhares de pessoas que cresceram ouvindo os sucessos do grupo — e que agora puderam cantá-los novamente, ao vivo.

Com performances impecáveis de músicas como "Dona", "Volta pra Mim", "Linda Demais" e "Whisky a Go Go", o show foi marcado por nostalgia, sorrisos e olhos marejados. A banda também fez homenagens aos fãs e reforçou a importância da música como elo geracional.

“Foi emocionante sentir a energia do palco de novo, depois de tanto tempo sem shows assim.”
— Carolina Barcelos, que foi ao show com o noivo, Marcos Luiz

“O Roupa Nova trouxe uma mistura de nostalgia e alegria. Namorar aqui é inesquecível.”
— Marcos Luiz, sorrindo enquanto abraçava Carolina

A noite também foi especial para a família de Helena, Luiza e Marcelo, que escolheu o show como forma de celebrar o aniversário da filha.

“Celebrar o aniversário da minha filha nesse show foi especial demais. Ver ela cantando e dançando como se fosse um sonho realizado nos emocionou.”
— Luiza, mãe da aniversariante


O novo ciclo da cultura carioca

Junho de 2025 mostrou, com todas as cores e sons possíveis, que a cidade do Rio de Janeiro voltou com tudo. Depois de anos difíceis, de palcos fechados e aplausos silenciados, a cultura carioca ressurge com intensidade, criatividade e, acima de tudo, emoção. A arte, a música, a literatura e as manifestações populares não apenas retornaram aos espaços públicos e privados — elas ocuparam corações, resgataram vínculos e reafirmaram o papel da cultura como ferramenta essencial de cura coletiva.

Mais do que uma simples retomada de agendas, o que está em curso é um verdadeiro renascimento cultural, marcado pela diversidade, pelo pertencimento e pela escuta ativa das vozes historicamente silenciadas. Os eventos de junho foram apenas um recorte da potência que vem se formando em diferentes territórios do Rio: da Zona Sul à Zona Oeste, do centro histórico às periferias, a arte tem se espalhado com força, abraçando diferentes públicos e formatos.

O Breaking Hoje seguirá acompanhando de perto cada passo dessa nova fase, com a convicção de que contar essas histórias é também participar delas. Vamos seguir registrando os encontros, revelando bastidores, ouvindo artistas, plateias e produtores — e reforçando o compromisso de mostrar que, no Rio, cultura não é luxo nem detalhe: é sobrevivência, é identidade e é futuro.





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