Digital PR deve usar autenticidade para conquistar consumidores da geração Z
Transparência e personalização são estratégias centrais para engajar público nativo digital
Estratégias de Digital PR enfrentam um desafio ao mirar a geração Z: conquistar um público que já nasceu conectado e desenvolveu filtros rigorosos para avaliar marcas. Essa faixa etária, que abarca as idades entre 15 e 30 anos, representa 51 milhões de brasileiros, conforme dados apresentados no Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente (Conarec) 2024.
Pesquisa da Bread Financial, realizada com aproximadamente 1.700 pessoas nos Estados Unidos, mostra que quatro entre cada dez jovens dessa faixa etária, compraram produtos viralizados na internet apenas para produzir conteúdo em suas redes sociais. Esse comportamento de consumo contrasta com o das gerações anteriores. Enquanto 60% da geração Z demonstram interesse por itens que ganham popularidade digital, apenas 15% dos baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964) apresentam padrão similar de compra.
Os dados evidenciam a necessidade de profissionais que trabalham com agência de digital PR e relações públicas digitais entenderem as diferenças comportamentais do público formado por nativos digitais nascidos entre 1995 e 2010. Esse grupo desenvolveu critérios específicos para avaliar marcas e conteúdos, sendo a transparência um dos requisitos básicos para estabelecer conexão genuína com a marca, conforme sugerem diferentes estudos.
A CEO da Experta, Flávia Crizanto, explica que o trabalho de digital PR é feito por meio da divulgação estratégica de conteúdos em sites relevantes, o que possibilita o fortalecimento das relações com a mídia e com o público. “O digital PR envolve o gerenciamento da presença e da reputação on-line de uma empresa por meio de vários canais digitais”, pontua. “Entender o público-alvo ajuda a criar mensagens que terão repercussão positiva.”
Para isso, ela orienta coletar dados como faixa etária, identidades ou perfis de gênero, classe social, formação educacional, localização geográfica, hábitos de consumo. “Mas é preciso entender que o público-alvo não é estático, o que exige uma revisão periódica com base nas tendências de mercado, nos feedbacks dos clientes e nas mudanças das ofertas de negócio.”
Sobre a geração Z, Flávia destaca a importância de compreender os hábitos desses jovens a fim de criar conteúdos de qualidade que possam gerar diálogos.
Geração Z valoriza mensagens personalizadas
Convidados do Conarec 2024 explicaram que os mais jovens rejeitam abordagens genéricas e valorizam a comunicação direcionada às necessidades. O fundador da Trope, consultoria especializada nas gerações Z e Alpha, Luiz Menezes destacou que, embora se trate de um “grupo heterogêneo”, a primeira é composta por “diferentes comunidades e grupos de interesses comuns”.
Em entrevista à imprensa, o CEO da Necxt, Marcus Piombo, ressaltou a importância de manter uma comunicação eficiente com esse público, já que qualquer tipo de inadequação ganha um alcance muito rápido.
Nesse contexto, as estratégias desenvolvidas por quem atua em agência especializada em link building devem considerar que a geração Z “propõe novos usos para canais antigos”, conforme observou Menezes. Essa característica exige adaptação de formatos tradicionais para linguagens e plataformas específicas.
Comportamento digital pautado pela urgência
A urgência caracteriza o comportamento digital desta geração. Nascidos em ambiente de conectividade constante, os consumidores da geração Z “têm pressa, anseiam por respostas rápidas”, sendo que “qualquer delay pode gerar ansiedade”, segundo análise apresentada durante o Conarec 2024, o que aumenta a responsabilidade das empresas em seus processos comunicacionais.
Vídeos curtos, imagens atrativas e materiais compartilháveis nas redes sociais são alguns dos formatos preferenciais para se comunicar com essa faixa etária. A natureza efêmera de algumas plataformas, como os stories do Instagram, ganha relevância por promover “engajamento instantâneo” e criar “sensação de exclusividade”, conforme indica pesquisa da agência AZ.
Alinhamento entre discurso e práticas define autenticidade
Questões ambientais e sociais também influenciam as preferências de consumo da geração Z, já que esse grupo demonstra valorizar a sustentabilidade e a transparência. Por isso, empresas com histórico sólido nessas áreas podem se destacar no mercado.
Além disso, a diversidade, a equidade e a inclusão são “conceitos que têm grande apelo geracional”, conforme a pesquisa da Bread Financial. Marcas que incorporam esses valores em sua maneira de comunicar têm mais potencial para estabelecer conexões com o público mais jovem. Ser autêntico significa, para essa parcela de consumidores, um alinhamento real entre discurso e práticas empresariais.
Atentas a essas tendências, trabalhos realizados por agência de SEO precisam incorporar esses elementos, considerando que, para a geração Z, a internet serve como fonte de pesquisa sobre produtos, e os criadores de conteúdo que se expressam de forma mais natural exercem maior influência nas decisões. Prova disso são os dados da agência AZ que apontam que esse público prefere “microinfluenciadores que representam nichos específicos e são percebidos como mais autênticos”. Depoimentos de outros consumidores também têm peso na hora dos jovens se decidirem.



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